Quando alguém pensa em abrir um negócio é certo que haverá de arcar com alguns custos iniciais que variam conforme o tipo de negócio.

Com raras e excêntricas exceções, todo empreendedor quer ter seu negócio o mais organizado e com aparência profissional possível. Entretanto, o mesmo empreendedor disposto a pagar, digamos, 1000 reais pelo aluguel de um ponto ou sala comercial, acharia caro se um profissional cobrasse esse mesmo preço por um logotipo. Destacando que o aluguel é recorrente, enquanto o logotipo é pago apenas uma vez.

Além disso, a empresa pode mudar de endereço eventualmente, abrir filiais, mas o logotipo não é algo que se muda todo anos, ao menos não deveria mudar. Há algo errado com um negócio que muda sua identidade visual com muita frequência.

Sendo assim, por que alguém acha que um logotipo não pode custar mais de 50 reais?

A maioria das pessoas parece ter a impressão de que trabalho intelectual não é trabalho. Se você trabalha com criação, seja textual, artística, técnica, especialmente se emprega um computador para isso, as pessoas tendem a vê-lo como desocupado.

Quando você atua em home office, seus filhos acham que você está apenas se divertindo no computador, especialmente se ao bater aquela “seca” de criatividade, você resolve espairecer com um game, no computador mesmo. Sua esposa está na cozinha e conta sempre com uma ajudinha para isso ou aquilo justamente naquele momento de maior inspiração, quando finalmente tudo está fluindo e as palavras parecem sair diretamente de sua mente para a tela sem passar pelo teclado. Seus familiares chegam e acham que você está perdendo tempo desenhando ou escrevendo coisas que ninguém vai ler.

O leigo não entende como a arte da capa ou mesmo todo um livro impresso, um bloco de receituário médico, a placa ou a fachada de um ponto comercial começa na mente do artista e passa pela tela do computador antes de ir para a produção em uma gráfica ou bureau.

A gráfica foi quem fez tudo; o soldador ou montador foi quem deu forma ao novo visual da loja; você, escritor, artista, desenhista, designer, seu máximo foi dar uma “idéia legalzinha” da coisa pronta.

A vida de um artista gráfico pode se tornar frustrante se ele não valorizar seu próprio trabalho, se ele não for disciplinado, se não impuser limites ao julgamento das pessoas. Às vezes é melhor perder o cliente do que acatar menosprezo, ainda que indireto, ao seu trabalho.

O presente texto ainda está sendo editado.

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